Vinícolas Vatan
Há muito tempo, a cidade de Toro era conhecida em Espanha pela produção de um excelente vinho tinto, sendo inclusive mencionada na obra literária de Alfonso IX (Rei de Leão, séc. XII), Juan Ruiz “El Arcipreste de Hita”, Francisco de Quevedo, Luis de Góngora e Miguel de Cervantes. Na Sevilha do século XIV, era proibida a venda de qualquer vinho estrangeiro, exceto os vinhos de Toro. Vinhos que inclusive acompanharam os exploradores espanhóis ao Novo Mundo.
O lendário rio Douro desempenha um papel importante na história da Denominação de Origem Toro. Foi o Douro que depositou nesta região o característico substrato arenoso desta denominação há milhares de anos. Estes solos arenosos permitiram à D.O. Toro resistir à praga da filoxera, sendo a única região espanhola a conseguir fazê-lo, tornando-se na zona de maior concentração de videiras não enxertadas em Espanha.
Jorge Ordóñez é o principal promotor de Toro nos dias de hoje. Quando viajou pela primeira vez a Toro em 1991, não descobriu mais do que cinco cooperativas vinícolas. Encontrou, no entanto, hectares de fantásticos vinhedos pré-filoxéricos, plantados nas suas cepas originais. Em 1995, Jorge leva Toro à família Eguren de Rioja, com a esperança de fundar uma adega com eles. E assim surge a Bodegas Numanthia em 1997, tornando-se num ícone para esta região histórica e para a produção de vinhos genuínos de classe mundial. Em 2007, quando Jorge e os seus sócios venderam a Numanthia à LVMH, havia já na D.O. Toro outras 85 adegas a tentar emular o sucesso da Numanthia.